Login 
   Senha
 
 
     
 
Empresas esperam blindar 3.270 veículos
 
     
 
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), Franco Giaffone, este ano o setor deve se recuperar, crescendo 5%. No ano passado foram blindados 3.123 veículos e a previsão é que este ano sejam blindados mais 56 veículos, passando para 3.279. Caso as previsões se confirmem, o faturamento também crescerá 5%, saltando de R$ 156 milhões para R$ 163 milhões.

Os números são um alívio para o setor, que na comparação de 2002 com o ano passado teve uma queda de 24,5%, o que representou uma redução de 1.013 carros blindados. Para Giaffone, a dança dos números pode ter duas explicações: "O mercado atingiu a maturidade e a curva foi descendente ou é reflexo da economia que teve parada como um todo", estima o presidente da Abrablin.

A reação é sentida na Target, empresa de blindagem que atua em Belo Horizonte. De acordo com o responsável pelo setor de vendas, Sidnei Franco de Camargo, no ano passado a loja blindava um carro por mês e agora o movimento cresceu para uma média de quatro carros mensais.

Na loja da Imbra em Minas, o número de blindagens atinge a média de cinco por mês neste ano, enquanto em todo o ano passado foram blindados oito carros. Segundo a gerente-comercial Cristina Márcia Costa, "as pessoas estão percebendo que BH não é mais uma roça asfaltada". Até o próximo mês, a Concessionária Deva Veículos vai inaugurar uma fábrica de blindagem em Sete Lagoas, na Grande Belo Horizonte. Por enquanto, a Deva já assumiu o show room da Imbra, no Prado. Antes os contratos eram fechados em BH e os carros levados para São Paulo para serem blindados.

O empresário João Diniz* já blindou um carro e terminou de blindar o segundo na última sexta-feira. "Fui vítima de um sequestro-relâmpago no bairro Cidade Nova. Apontaram a arma para mim, roubaram celular, carteira e dinheiro", lembra o empresário. Assustado, ele investiu R$ 50 mil na blindagem de sua Mercedez em 2002. Agora foi a vez de revestir, pelo mesmo valor, o Audi A3 que também usa no dia-a-dia. "É outra coisa, os vidros fechados e o ar-condicionado ligado", diz o empresário. Diniz reconhece que a segurança é um luxo para poucos. Além dos R$ 100 mil investidos no revestimento dos veículos, o valor do seguro da blindagem fica em R$ 2.000 por ano para cada carro. O que gera uma prestação de R$ 333 por mês. "Em qualquer lado o perigo existe. Não existe bairro tranquilo mais", justifica o gasto.
 
     
  Fonte: Jornal O Tempo (Minas Gerais)  
 
   Voltar